6 Abril, 2009...2:42 am

Madalena I

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Dessas ondas há de se entender. Que por um devaneio, de torpor ou de cansaço, se liberte aos traços rubros de sua mão, o seu destino. E entregue suas cinturas e cabelos a esse mar. A dança gasta de seus pés levariam a um passo bem maior. Da sua voz sairia o silêncio mais doce. E, agora, sem essas amarras, sem o peso tão ridículo de sua condição. Talvez agora, com o mar à sua frente, se deite por amor. Entre as conchas sonharia só.

Seus olhos emersos a esse mar, fortes. Esperando então, em paz, por alguém que a veja dormir.

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