12 Abril, 2009...6:17 pm

nota –

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(auto biografia após ler “A menina que roubava livros”)

Outro possível título: A colecionadora

No final resumo tudo a palavras. É reconfortante o gosto que elas tem. Ambíguas por serem únicas – e é nesse ponto que eu não me deixo entender. Meu prazer vem em despi-las. Estupra-las como um pirata sedento de virgens lascívias. Isso. “Sedento”. É a sede que me arde em gelo. Abster-me de todos sentimentos e inflar-me deles a ponto de explodir. A sede que vem em abstinência. Preciso do seu gosto. Das escolhidas. (Como são escolhidas as cores de certas manhãs). É divertido.

E enquanto me absorvo e me hipnotizo. Eis que me reponto ao máximo imaginável. Tal a morte fria colecionadora de ossos. A colecionadora atemporal de vidas.

Para coleção. Um pouco de humor negro, pra quebrar o climão de congratulations de hoje!

Bejos, pessoal.

Feliz Páscoa!

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