6 Novembro, 2009...8:56 pm

don’t watch me dancing

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Margarida tem um jeito estranho
Pende entre pretendentes sobre um salto quebrado
Claro, seus desejos, eles não entendem
Ela, particularmente, foi mais machucada do que deveria
Nas conversas ela às vezes afirma
Fantasias costumam envolver becos sem saída
Ela achou sua coragem ao mudar de cena
Esta reunião dominical será curta para sua rainha

Disseram que seus grandes olhos andavam inchados. E que tudo era bobagem, tudo ia passar. E disseram que foi tudo sem pensar, tanto se perderam, hoje pode falar.

Que isso é tudo muito absurdo. Que deixa que

o tempo passe, sabe-se qual é o futuro.

Que posso suportar a condenação de meus velhos (E isso não quer dizer que eu esteja abrindo mão)

Ai! Como a vida é! Quero me perder, vivo a me perder. Cai, porém, a liberdade, todo seu peso em aos pés. Não! Ela não quer nehum amor! Não consegue suportar! O peso da leveza, a dor que insiste no peito por amar a solidão.

Mas o caminho ainda canta. Ainda as flores rebentam perfume por onde passo. Ainda a noite me convida, o vento me convida, a música e tudo. Nessa dança plurielementar, multicolorida e leve, que me rege e me arranca do eixo e da realidade bela de ser uma pétala presa na flor.

(Oh! Como me alegra, como me vivifica não ser obedecida! Talvez só assim suporte a dor das paixões – que, se não fossem sofríveis não seriam tão libertárias)

…but dance with me…

…and never watch me dancing…



1 Comentário

  • Destacando>>
    “Talvez só assim suporte a dor das paixões – que, se não fossem sofríveis não seriam tão libertárias”
    <<

    ah, preciso dizer que tá no ar do blog uma "super" mágica *-*


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