Entradas marcadas como ‘Contos de outoras’

28 Novembro, 2009

A eterna repetição I

Um quase meia noite de céu claro, que mais parecia um pedido de desculpas do mundo. Tinha um menino que abraçava sua irmã, uma amiga que rezava baixinho, uma mão que era a mais forte de todas. E no meio de tanta loucura muda, uma garota escrevia à luz de velas (por [...]

16 Novembro, 2009

com o perdão da luxúria

Ante o abraço daquele desconhecido o tempo passava por outros lugares. Ver o selvagem que lhe feriu o peito tão preso à sua dança não era o que ela poderia chamar de romance.
Dança de flechas e ninfas proibidas. Roucos de verão e gritos de loucura. Caça ao ínfimo paraíso das noites.
E para o fim do [...]

19 Setembro, 2009

Uma confissão perdida no tempo

Resumo das minhas férias?
FUGA.

Ai, como me parece pleno, completo esse momento. Como quando em fogo se fala aos suspirares. Me falta você. E é claro que tenho medo de que tudo isso vá dar errado. Sabe, faz parte do que eu não consigo enxergar direito. (Por causa disso também invento o leitor, e isso não [...]

4 Agosto, 2009

Madalena II

Dessa terra há de se entender. Já não lhe restava roupa ao corpo que não ferisse sua alma de animal selvagem. A fúria que lhe consumia era como uma vingança felina. E há de se entender a frieza em seus olhos ao se lembrar do tempo em que sua sina fora escrita sob águas e [...]

6 Abril, 2009

Madalena I

Dessas ondas há de se entender. Que por um devaneio, de torpor ou de cansaço, se liberte aos traços rubros de sua mão, o seu destino. E entregue suas cinturas e cabelos a esse mar. A dança gasta de seus pés levariam a um passo bem maior. Da sua voz sairia o silêncio mais doce. [...]

4 Março, 2009

Felicidade

Pode ser melancolia. É que essa semana me sinto assim. Seca, quente. Uma tristeza embriagada numa felicidade quase completa – quase porque me falta a essa felicidade, é por si. Me perdi de tal maneira que chego a pereber onde estou. Dizem da angústia da alma de poeta, amiga de tempos! Me sinto perdida em [...]

5 Fevereiro, 2009

miniconto

Dois. Sol, lua, tanto em comum. Um.

15 Junho, 2008

enquanto outro sonho não vem

A magia do momento esteve. Num lugar onde toda a altura é pouca. O silêncio favala, brilhando. E a eternidade cantava ‘bom dia’. O mar tão mais verde, e ventava. A alma estava ao lado de Deus.
Agora embaraçoso ouvir, dizer, tocar. Talvez vergonha da pequenez dos próprios sentidos. Humilhantemente expostos, ridiculamente humanos (e sempre assim [...]

20 Maio, 2008

Saber voar


Quando ela entrou no ônibus já não estava tão ansiosa. Sabia do presente que iria ganhar. Como também saberia que tudo seria só uma questão de luta. O cobrador veio conferir a passagem, ainda não estavam em movimento. Checou a bolsa: mp5, chicletes, papel, caneta, documentos, algum dinheiro. O resto ficou no bagageiro. A [...]